ALERTA: Pipas divertem crianças, mas podem gerar riscos.

Inicia-se o período de férias do meio do ano e, com ele, vêm às brincadeiras características deste momento. Com o recesso escolar, muitas crianças se reúnem em torno de uma tradição antiga e que fortalece o convívio e os momentos de interação: soltar pipas, arraias ou papagaios.
No entanto, embora seja saudável quando praticada de forma correta, é necessário atentar para alguns riscos durante esse tipo de brincadeira.
Nesse cenário, basta acrescentar uma combinação insegura para que a diversão se torne um problema, principalmente para os que trafegam em cima de motocicletas. No intuito de cortar as linhas das pipas alheias, o cerol, feito com liga de vidro moído com cola, se torna o vilão da brincadeira.
A Companhia Energética do Ceará (Coelce) ressalta que no período de férias, os cuidados básicos em relação à rede elétrica devem ser redobrados durante os momentos livres. O passatempo pode resultar em graves acidentes, além de provocar o desligamento da rede elétrica.
Conforme a Companhia, em 2016, de janeiro a junho, as pipas foram responsáveis por 277 ocorrências na rede, afetando 77.313 unidades. Em 2015, a Coelce registrou 1109 ocorrências, afetando 330.895 famílias.
Na Capital, a Lei 10.239 proíbe o uso do cerol, da linha chilena e de qualquer outro tipo de material cortante em pipas, papagaios, pandorgas e semelhantes artefatos lúdicos, para recreação, sob a punição de ter o material apreendido.
Já a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social explica que, quando os policiais percebem a utilização de cerol, recolhem o material e que em casos de acidentes com mortes os responsáveis podem responder por homicídio culposo. "Somadas, as penas podem chegar a quatro anos - de três meses a um ano é a pena prevista no art. 132 e de um a três anos no caso de homicídio culposo", esclarece a nota.

Diário do Nordeste
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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