Nas capitais, 21 prefeitos devem tentar a reeleição nas eleições municipais de 2016.

Das 22 capitais onde há possibilidade de reeleição em outubro, 21 delas são governadas por prefeitos com intenção de disputar um segundo mandato consecutivo, conforme apurou o jornal O Estado de S. Paulo com os partidos ocupantes das prefeituras envolvidas.
Disputam a reeleição quatro prefeitos do PSB, quatro do PDT, quatro do PSDB, dois do PT e dois do DEM. PP, PPS, Rede, PMDB e PSD terão, cada, um prefeito de capital candidato. Não há possibilidade de reeleição em quatro capitais: Rio (PMDB), Belo Horizonte (PSB), Porto Alegre (PDT) e Goiânia (PT).
A exceção das 22 capitais é Florianópolis, cujo prefeito, Cesar de Souza Junior (PSD), anunciou no dia 8 sua desistência de disputar um segundo mandato com o argumento de que a crise financeira se agravará no segundo semestre e que precisa se concentrar na atual gestão.
“A cota única do IPTU vai acabar e o déficit vai se acumulando. Candidatos à reeleição acabam compelidos a gastar mais. Temo que muitos prefeitos, à guisa de se reelegerem, mascarem a situação financeira de suas cidades e depois enfrentem em novembro e dezembro um cenário crítico, inclusive com dificuldade no pagamento dos salários”, disse Souza Junior.
A crise econômica, porém, não é considerada obstáculo para os demais prefeitos. O de Salvador, por exemplo, afirma que o atual cenário nacional é, inclusive, favorável a seu nome. Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), se reeleito, deve disputar o governo do Estado em 2018. Cinco secretários municipais, de diferentes partidos, largaram os cargos públicos, como exige a lei, e estão à disposição para serem candidatos a vice. Se reeleito, Neto terá de renunciar à prefeitura para ser candidato a governador daqui a dois anos.
“O cenário nacional é favorável para mim, mas o foco é na cidade. O que fizemos e o que pretendemos fazer”, afirmou Neto. O DEM foi um dos primeiros partidos a defender o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a se aproximar do presidente em exercício Michel Temer.
Para o presidente do PT de São Paulo, Emídio Souza, temas nacionais, como a crise econômica, tendem a ter mais influência nas eleições das grandes cidades, mas não superam a discussão de problemas locais e a comparação da atual gestão com as passadas. “Talvez este ano o cenário nacional influencie um pouco mais, mas o que prevalece é a questão local.”
SÃO PAULO
Para o PT, manter o prefeito da maior cidade do País é fundamental no momento em que busca aliviar o desgaste causado à sigla pelo envolvimento de petistas nos crimes investigados pela Operação Lava Jato. “Para nós, são boas as condições de disputa. Fernando Haddad é prefeito inovador, vai ter como explicar as coisas que fez”, disse Souza sobre a disputa em que os principais adversários do petista devem ser o tucano João Doria e a ex-prefeita Marta Suplicy, que trocou o PT pelo PMDB.
Com as empresas proibidas de doar aos candidatos, as campanhas, segundo a lei, devem ser financiadas pelo fundo partidário, abastecido por recursos públicos e doações de pessoas físicas. “As candidaturas terão de mudar de paradigma. Acho que haverá um número menor de candidatos, pelas novas regras e também pelo desencanto com a política”, afirmou Souza.
Além de Haddad, o PT tem só mais um prefeito de capital com possibilidade de reeleição: Marcus Alexandre, de Rio Branco.
Em setembro passado, o partido perdeu o único prefeito em capitais do Nordeste, Luciano Cartaxo, de João Pessoa, que foi para o PSD após 20 anos no PT. Quando anunciou a troca de partido, Cartaxo justificou: “Não podemos ser penalizados pelos erros dos outros. Não podemos penalizar a cidade de João Pessoa por questões nacionais”.
O prefeito já fechou aliança com oito partidos, entre os quais PC do B, PP, PRB e Solidariedade, e negocia com o PSDB. “Se estivesse no PT, esse debate (Lava Jato) seria arrastado para mim, em vez de discutir os temas de João Pessoa”, ressaltou.
Mais três prefeitos disputarão a reeleição por partidos pelos quais não se elegeram. Roberto Cláudio (Fortaleza) foi do PSB para o PDT. Clécio Luís (Macapá) saiu do PSOL e entrou na Rede. Carlos Amastha (Palmas) trocou o PP pelo PSB.
Em Curitiba, a aliança com o PT que elegeu o prefeito Gustavo Fruet, ex-tucano que ingressou no PDT para disputar a eleição de 2012, foi desfeita logo no início do mandato. Fruet deve concorrer com candidatos do próprio PT, PMDB, PSB, PSOL e PMN, entre outros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo
Rogilson Brandão

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