Famílias de bebês com microcefalia recebem ajuda mensal do governo.

As crianças com microcefalia de famílias de baixa renda têm direito de receber do Governo Federal um auxílio assistencial. O dinheiro destinado às pessoas com a deficiência está previsto no Benefício de Prestação Continuada. Para ter direito o auxílio – no valor de um salário mínimo - o responsável deve comprovar a malformação da criança e  e a condição de baixa renda da família.
É o caso da dona de casa Samara Freitas. Com 17 anos, ela é mãe do Luiz Miguel, que nasceu com microcefalia. Sem ajuda do pai da criança e desempregada, a jovem sobrevive graças ao auxílio que recebe. Moradora de Pacajus, na Grande Fortaleza, ela conta que precisa vir a Fortaleza com frequência para o acompanhamento médico do bebê.
Para receber o benefício é preciso que o responsável pela criança  agende o atendimento em uma agência do INSS pelo número 135. A criança com deficiência passa por uma avaliação médica e social para comprovar a sua condição e, só então, ela passa a receber o benefício mensalmente.
De outubro de 2015 a 6 de julho de 2016, o Ceará confirmou 125 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita, de acordo com informe epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). Vinte e um bebês morreram em consequência da microcefalia ou alteração do sistema nervoso central. Outras 14 mortes continuam em investigação.
MICROCEFALIA
A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com um crânio de um tamanho menor do que o normal – com perímetro inferior ou igual a 32 centímetros. A condição normal é de que o crânio tenha um perímetro de pelo menos 34 centímetros. Essas medidas valem apenas para bebês nascidos após nove meses de gestação, e não são referência para prematuros.
Com base no resultado de exames realizados em um bebê, nascido no Ceará, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus da zika com casos de microcefalia. Na maior parte dos casos, a microcefalia é causada por infecções adquiridas pelas gestantes, especialmente no primeiro trimestre de gravidez – que é quando o cérebro do bebê está sendo formado.

A infecção impede que as células troco virem neurônios, que são as células do cérebro. Sem a multiplicação dos neurônios, o cérebro dos bebês não cresce. De acordo com os especialistas,  outros possíveis causadores da microcefalia são o consumo excessivo de álcool e drogas ao longo da gestação e o desenvolvimento de síndromes genéticas, como a síndrome de Down.
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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