AEDES AEGYPTI: cai número de municípios infestados.

Os resultados do segundo Levantamento Rápido de Índice de Infestação para Aedes aegypti (LIRAa) do ano, divulgados ontem (10) pelo Governo do Estado, mostraram que o número de municípios com alto grau de infestação pelo mosquito diminuiu no Ceará. Os novos dados revelam que a quantidade de cidades mais afetadas pelo vetor passou de 26 no mês de abril, data de realização do primeiro relatório, para 21 em julho. Ao mesmo tempo, o número de cidades com índices satisfatórios subiu de 23 para 56.
O mais recente estudo é referente a 111 cidades cearenses, 29 a mais que no primeiro. Apesar do melhor desempenho em algumas localidades, o número de municípios com média infestação aumentou. Enquanto, em abril, 33 cidades estavam nesta situação, em julho, este total subiu para 34.
A faixa de risco para os municípios é calculada a partir do Índice de Infestação Predial. O índice é considerado satisfatório quando ficara abaixo de 1%. Quando fica entre 1% e 3,9%, é considerado de alerta. Já índices iguais ou superiores a 4% indicam risco de surto. O Governo do Estado não disponibilizou o percentual específico de cada município.
CRIADOUROS
O levantamento mostrou, ainda, os tipos de criadouro do Aedes aegypti mais encontrados nos imóveis visitados durante a realização do trabalho. Nas cidades avaliadas, 52,71% dos criadouros eram depósitos de água localizados ao nível do solo, como cisternas, tambores, tanques e poços. Os depósitos elevados, a exemplo das caixas d'água, foram o segundo tipo de criadouro mais encontrado nos imóveis, com 19,2% de ocorrência. Em seguida, vieram os depósitos móveis (frascos, vasos, pratos, bebedouros), que equivaleram a 14% do total. Depósitos fixos, pneus, lixo e depósitos naturais, como plantas, foram os outros criadouros observados.
De acordo com a Sesa, o LIRAa é realizado no Ceará desde 2003 nos municípios com mais de 2.000 imóveis situados na zona urbana. O estudo permite o maior direcionamento das ações de combate ao mosquito, utilizando os dados para identificar quais são as cidades e os bairros mais afetados pelo mosquito e os criadouros mais frequentes. No Estado, dos 184 municípios, 162 estão aptos a desenvolver o levantamento.
Neste ano, o Ceará já registrou 23.351 casos confirmados de dengue, 16.113 de chikungunya e 1.545 de zika. A dengue e a chikungunya provocaram 17 e 6 óbitos, respectivamente. Já a zika foi responsável por nove dos 83 casos de microcefalia identificados no Estado.
CUIDADOS
Diante da quantidade de criadouros encontrados dentro das residências em depósitos, a Sesa recomenda que, no período atual de seca, as famílias adotem ações de prevenção ao armazenar água. Os recipientes devem ser limpos regularmente e permanecer vedados com telas ou tampas adequadas. Outra medida indicada é evitar que a água das chuvas se acumule em lajes ou calhas, garrafas, pneus, latas e outros depósitos descartados em quintais.

No mês de julho, o Ministério da Saúde liberou R$ 5,6 milhões para o desenvolvimento de ações de vigilância no Ceará. Parte do recurso foi destinado ao pagamento salarial dos 2.507 agentes de combate às endemias em atuação no Estado. O restante do valor deverá ser utilizado para o financiamento de medidas de prevenção e controle da dengue, da chikungunya e outras doenças endêmicas.
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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