Doze estados estão com salários de funcionários em atraso, Ceará é exceção.

Enquanto o Estado do Ceará está conseguindo manter em dia o pagamento dos seus servidores públicos, apesar da crise financeira, pelo menos 12 deles e o Distrito Federal, estão com dificuldades de cumprir com seus compromissos. Nesta quarta-feira a Câmara dos Deputados aprovou uma medida que alivia o caixa dos estados sem exigir que, em contrapartida, os reajustes para o funcionalismo público fossem suspensos por dois anos.
Os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima e Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal estão com as contas no vermelho e utilizam medidas como; o atraso do pagamento, parcelamento dos salários e o escalonamento dos pagamentos de acordo com o valor. Os estados utilizam, ainda, a medida de empurrar para a frente a data de pagamento dos servidores.
Para socorrer o caixa dos estados, o governo Temer fechou, em junho, um acordo que prevê a suspensão da cobrança da dívida deles com a União até o fim do ano, e uma retomada escalonada nos pagamentos a partir de 2017.
Para que a proposta se concretizasse, os Estados teriam que suspender os reajustes salariais para os servidores por dois anos, o que não agradou os governadores
Após a pressão sobre o Governo, foi aprovado o projeto pela Câmara nesta quarta-feira (10) sem a proibição dos reajustes, que na sexta-feira (5), o Ministério da Fazenda chegou a considerar como uma exigência “inegociável”.

E, embora possa representar um alívio nas contas, a renegociação das dívidas é insuficiente para resolver os atuais problemas em torno da folha de pagamento, segundo os governos de 5 dos 12 estados que tiveram de alterar os pagamentos.
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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