Ex-chefe de gabinete da prefeitura de Itapajé se defende de acusação feita pelo ministério publico.

Está em curso na justiça local uma Ação Civil Pública (ACP) por Ato de Improbidade Administrativa contra Antônio Marcos Rodrigues Gomes, que fora Chefe de gabinete na gestão do ex-prefeito Padre Marques, no exercício de 2011.
De acordo com representação proposta pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), ao final do processo de prestação de contas da gestão de 2011, a Corte de Contas decidiu pela aplicação de nota de improbidade administrativa, em virtude da não comprovação do saldo financeiro. No pedido assinado pela Promotora Valeska Catunda Bastos é solicitado também a indisponibilidade de bens do réu. Segundo os autos, Marcos Gomes teria deixado de prestar contas para justificar o destino do dinheiro público, com evidente prejuízo para os cofres públicos.
Durante a tarde desta terça-feira (30), o ex-chefe de gabinete concedeu entrevista, onde explica toda a situação. De acordo com Marcos Gomes, que inclusive apresentou toda a documentação, ele foi responsável por cinco prestações de contas durante o período em questão, sendo quatro do Gabinete do Prefeito e uma durante o tempo em que esteve respondendo pela Secretária de Desenvolvimento Econômico. Quatro das contas foram aprovadas por maioria dos votos, no entanto, a quinta conta apresentou uma inconsistência e foi, por tanto reprovada pela corte do TCM que acabou gerando o ato de improbidade administrativa. De acordo com Marcos “Em agosto de 2011 um funcionário nosso enviou um documento para o Banco do Brasil autorizando a folha de pagamento do pessoal, no entanto, a nossa contabilidade enviou outro documento com um valor diferenciado. O pagamento que eu autorizei era no valor de R$ 45.839,45, porém no relatório da contabilidade o valor foi de R$ 44. 137,3, houve por tanto, uma diferença de R$ 1.702, 18. Essa falha só foi identificada por nossa equipe no fechamento do balanço financeiro anual que aconteceu em janeiro de. Imediatamente após a constatação do erro, e eu mesmo fiz o ressarcimento na conta salário do gabinete e tenho todos os documentos em mãos que comprovam isso”, afirmou Marco Gomes.
O julgamento dessas referidas contas aconteceu em junho de 2015, no entanto, o Tribunal de Contas decidiu por manter sua decisão pretérita e não aceitou que o gestor tenha ressarcido o valor aos cofres públicos. Antonio Marcos pediu revisão do processo que continua em andamento.

Fonte e Fotos e áudio: Blog Clésio Marques
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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