Impeachment: Primeiro dia de julgamento no Senado é marcado por confusões e bate-boca.

A primeira sessão no Senado Federal da fase decisiva do julgamento final do impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) foi marcada por bate-boca e confusão. Apoiadores e parlamentares contrários ao processo partiram para embates e troca de acusações ainda no início da manhã de ontem.
O líder do DEM, Ronaldo Caiado (DEM-GO), e o líder da oposição, Lindbergh Farias (PT-RJ), bateram boca, com trocas de acusação e insinuação de uso de drogas e de corrupção. A briga levou o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), a suspender a sessão por alguns minutos.
A discussão começou quando Caiado discursava contrariamente ao reajuste salarial para diversas categorias do funcionalismo público. Lindbergh pediu a palavra. “É muito interessante ver um dia depois do outro. Me lembro do ano passado, da gente discutindo aqui 70% de reajuste do Judiciário”, disse.
Caiado, então, pediu para responder a Lindbergh e o acusou de estar “salivando muito ultimamente” e de estar “com as pupilas muito dilatadas. Deveriam fazer exame antidoping aqui”, ironizou.
Lindbergh reagiu. “Quem sabe da vida do Caiado é o ex-senador Demóstenes Torres que fala sempre sobre a sua ligação com o esquema do Carlinhos Cachoeira”, disse.
Na sequência, senadores da oposição continuaram apresentando questões de ordem contestando o ritmo do processo. Senadores governistas, por outro lado, acusaram aliados de Dilma de tentarem procrastinar o andamento do julgamento na Casa.
TESTEMUNHAS
Os aliados de Temer iniciaram um movimento para tentar impugnar as seis testemunhas de defesa da presidente afastada, que deverão continuar falando na sessão de hoje.
 Primeira testemunha de acusação a falar, o procurador do Ministério Público da União (MPU), Julio Marcelo de Oliveira, autor do parecer que rejeitou as contas do governo de Dilma Rousseff em 2014, reiterou que houve crime de responsabilidade também em 2015.
“Os decretos foram emitidos sem a observância deste mandamento constitucional. O Executivo editou decretos considerados como incompatíveis com a obtenção da meta (fiscal)”, afirmou.

Tanto os advogados de defesa, José Eduardo Cardozo, quanto a de acusação, Janaína Paschoal, participaram da sessão de ontem, que segue hoje ouvindo testemunhas de acusação e defesa. (com agências)
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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