MP confirma indícios de fraudes na concessão do DPVAT em todo o país.

O promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Bruno de Oliveira Muller, assegurou em audiência pública da CPI do DPVAT, na Câmara dos Deputados, que existe indícios de desvios na concessão do seguro em todo o país.
De acordo com Muller, na cidade de Janaúba, por exemplo, município brasileiro do estado de Minas Gerais, os atravessadores do DPVAT também conseguiram desviar questões do INSS e facilitar empréstimos bancários para idosos.
“Em 2010, o seguro DPVAT pagou R$ 2 Bilhões e 296 milhões em indenizações e reembolsos. No ano de 2015, a arrecadação foi de R$ 4 bilhões e 900 milhões. É um mercado cativo, lucrativo e não recebe nenhum tipo de gerência ou fiscalização”, frisou.
Cabo Sabino (PR/CE) já requereu a quebra do sigilo fiscal e bancário dos diretores da Seguradora Líder, empresa privada por administrar a concessão do seguro no Brasil. A iniciativa do parlamentar atende aos apelos do Ministério Público de Minas Gerais, feitos à CPI, como parte principal para fechar o quebra-cabeça no tocante as provas já colhidas, no sentido de rastrear o dinheiro e saber para onde está indo.
Para o deputado, as fraudes no seguro tipifica-se como “morte seguida de roubo”. “Se pudessem, matavam as pessoas para roubar a família. O que importa é eles se beneficiarem”, criticou o parlamentar.

De acordo com o deputado federal Cabo Sabino (PR-CE), mesmo que seja concluída a CPI, é necessário que o Ministério Público avance com as negociações e os culpados sejam punidos. “É necessário que, nós, parlamentares, apresentemos projetos para acabar com a Líder Seguradora. É uma Laranja institucionalizada”, rechaçou.
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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