Situação hídrica piora a cada dia no CE; Nove açudes da RMF já atingiram o volume morto.

A cada dia que passa, a situação hídrica do Ceará só piora. De acordo com os dados mais recentes da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), a média dos açudes do Estado registra volume de 8.9%, uma condição crítica. E mais grave: o açude Pacajus é o nono dos 20 que compõem a Bacia Metropolitana - responsável pelo abastecimento de Fortaleza - a atingir o volume morto, nesse fim de semana. Isso quer dizer, explica a Secretaria Estadual dos Recursos Hídricos (SRH), que ele chegou abaixo de sua reserva estratégica e somente com a estação de bombeamento, instalada no local, ainda é possível captar um pouco de água.
No geral, dos 153 reservatórios monitorados pela Companhia, 51,6% estão secos ou em volume morto. Outros 50 operam com menos de 30% de suas capacidades, aponta Cogerh.
O cenário é preocupante, indicam especialistas, porque ainda faltam quatro meses para o início da chamada quadra chuvosa (fevereiro a maio) e desde a semana passada, a população da Capital que não reduzir o consumo de água em 20% pagará multa sobre o volume excedente, na chamada taxa de contingência.
Os 20 açudes que compõem a Bacia Metropolitana apresentam nível médio de 14,59%. Desse total, além do Pacajus, outros oito reservatórios dessa bacia estão com volume morto: Batente, Castro, Catucinzento, Cedro, Macacos, Penedo, Sítios Novos e Pompeu Sobrinho.
"O volume morto é uma reserva hídrica intocada, que fica abaixo dos canos de captação da água nas barragens e é de grande importância para manter a fauna aquática, equilíbrio do ecossistema, pois ajuda na diluição de poluentes", explica o geógrafo Jeovah Meireles.

Fonte: Diário do Nordeste
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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