Ceará confirma 14 mortes por febre chikungunya.

O Ceará soma 14 mortes por febre chikungunya e 23,7 mil casos confirmados da doença. Os dados fazem parte do relatório semanal das enfermidades compulsórias da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). Conforme o documento, desse total, houve 14,4 mil ocorrências positivas e 10 mortes em Fortaleza. Quixadá e Cratéus, cada um com dois óbitos, completam as informações. Até a semana passada, eram sete mortes - cinco na Capital - e 23,4 mil confirmações.
No boletim anterior referente à doença, divulgado no dia 9, a taxa de incidência dos casos suspeitos de febre de chikungunya para o Estado é de 452 casos por 100 mil habitantes. Foram notificados 908 (2,3%) casos em gestantes; destes, 389 (42,8%) foram confirmados.
A maioria dos casos positivos ocorreu em adultos, na faixa etária de 30 a 39 anos, sendo em idades compreendidas entre zero e 101 anos (mediana 40 anos e moda 27 anos). Confirmaram-se ocorrências em 189 ou 0,8% crianças com menos de um ano de vida. O sexo feminino foi predominante na maioria das faixas etárias, à exceção dos com idades entre cinco e 14 anos.
Permanecem 41 (73,2%) óbitos em investigação nos municípios de Quixadá (18), Fortaleza (9), Caucaia (2), Tamboril (02), Crateús (1), Forquilha (1), Graça (1), Ipu (1), Jaguaruana (1), Juazeiro do Norte (1), Mulungu (1), Pentecoste (1), Varjota (1) e São Gonçalo do Amarante (1), sendo 23 (64,0%) do sexo masculino e 18 (36,0%) do sexo feminino, com idades compreendidas entre um dia e 91 anos.
Ainda de acordo com a Sesa, 91,3% dos municípios, 168 de 184, têm notificações de suspeitos para a doença. Desse total, 119 ou 70,8% confirmaram a febre chikungunya.
AÇÕES
Para evitar que uma epidemia da chikungunya possa ocorrer no próximo ano, a Sesa já está realizando um planejamento estratégico para o período. "Estamos propondo algumas iniciativas para os municípios do Interior dentro desse plano de ações. Temos que investir ainda mais naquelas que dão certo. Também vamos realizar reuniões com os novos gestores", informa a técnica do Núcleo de Controle de Vetores da Sesa, Ricristi Gonçalves.
O infectologista Ivo Castelo Branco reafirma que é impossível, sem a colaboração de todos, combater o mosquito transmissor da febre, o Aedes aegypti, vetor da dengue e também do zika. "Eu faço minha parte, você faz, seu vizinho faz, mas basta um deixar para lá e abrir guarda, o Aedes aegypti vai agir e se proliferar. Portanto, é um desafio imenso somar as ações do governo, recursos e 100% de população consciente. Sabemos como combatê-la e destrui-la, mas, infelizmente, estamos muito distantes disso", lamenta.

Fonte: Diário do Nordeste
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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