2 cidades do CE estão entre as 10 do Brasil com maior suspeita de irregularidades no Bolsa Família.

Entre os dez municípios brasileiros com maiores percentuais de recursos pagos a perfis suspeitos de beneficiários do Programa Bolsa Família, dois estão no Ceará: Aurora, em 3º lugar, com 22,16% de recursos repassados a perfis suspeitos; e Solonópole, em 9ª posição, com 18,02% de recursos repassados a perfis sob suspeição.
(Correção: Essa reportagem errou ao afirmar que as duas cidades cearenses estão entre as 10 em ranking nacional de perfis suspeitos do Bolsa-Família. O ranking é de municípios que mais repassaram dinheiro a perfis suspeitos. O erro foi corrigido às 18h)
O Ceará aparece em 4º lugar entre os estados brasileiros: 5,51% dos recursos destinados ao Estado podem estar beneficiando pessoas que não cumprem os requisitos econômicos do programa. Em todo o país, do total de R$ 86,1 bilhões de benefícios pagos entre 2013 e maio de 2016, R$ 3,3 bilhões estão sob suspeita de irregularidade, o que representa 3,84% do total.
De acordo com o levantamento, 99.729 beneficiários foram considerados suspeitos no Ceará – número que equivale a 6,38% do total de beneficiários no estado. Os valores pagos aos perfis suspeitos no período analisado no diagnóstico chega a R$ 368,8 milhões de um montante de R$ 6,7 bilhões que beneficiaram 1,5 milhão de cearenses desde 2013.
Aurora (22,16%), Solonópole (18,02%), Altaneira (16,71%), Granjeiro (16,49%) e Aiuaba (15,99%) aparecem como os municípios cearenses com maiores percentuais de recursos pagos a perfis considerados suspeitos. Em seguida aparecem Senador Pompeu (15,99%), Ibicuitinga (15,53%), Baixio (14,43%), Palhano (13,67%) e Russas (13,563%). Na outra ponta, o município com menos perfis suspeitos foi São João do Jaguaribe, com 1,16%.
Dentre as capitais, as que apresentaram maiores percentuais de perfis suspeitos foram Palmas (9,23%) e Boa Vista (8,29%), enquanto Belém (2,46%) e Manaus (2,32%) apresentaram os menores índices.  Fortaleza aparece na 15ª posição entre as capitais, com percentual de 4,04% de recursos destinados a perfis suspeitos.
O diagnóstico foi feito pelo Ministério Publico Federal (MPF) que cruzou bases de dados fornecidas pelo próprio Governo Federal, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Receita Federal e pelos Tribunais de Contas estaduais e municipais. O período de fiscalização abrange todos os valores pagos no período de 2013 a maio de 2016.

Fonte: globo.com
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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