G1 Ceará relata morte de criança engasgada em Itapajé! Menina morre engasgada ao engolir parafuso no interior do Ceará.

O pai da menina conta o momento de aflição que passou com esposa, diz que vai mudar de casa. Relatou que não sabe como a filha conseguiu o objeto. A menina completaria dois anos na próxima semana.

Uma criança de 1 ano e 11 meses morreu engasgada em Itapajé, na região norte do Ceará, depois de engolir um parafuso. A menina Ana Beatriz de Oliveira estava em casa, com os pais, quando engoliu o objeto e chegou a ser socorrida, mas não sobreviveu. O caso aconteceu na última quarta-feira (14).

O pai da menina, Benedito Maiaro, de 26 anos, conta que não sabe a origem do parafuso. "Minha casa é toda adaptada pra criança, a gente deixava tudo organizado. Ela estava brincando, pertinho da gente, mas minha esposa achou que ela tava muito quieta. Aí viu que ela tava engasgada", lembra o pai.
"A gente tentou que ela vomitasse, pediu ajuda e foi direto para o hospital. Quando ela saiu de casa, tava roxa, quase sem vida, e não aguentou", conta, abalado. "Parece que o parafuso ficou atravessado. Era um parafuso grande, até agora ninguém sabe como foi parar com ela. Foi tudo muito rápido".

O hospital informou ao G1 que a menina chegou sem forças à unidade de saúde e respirava com dificuldade, vindo a óbito em poucos minutos. Como a mãe relatou que a criança estava engasgada, foi realizado o raio-x do corpo, quando foi identificado o objeto. A delegacia de Itapajé não atendeu as ligações do G1 para explicar se acompanhou o caso.

O pai, que trabalha como entregador, conta que ficou desesperado quando soube, ao chegar ao hospital, que a filha tinha morrido. "Foi desesperador, eu não aceitava, fiquei gitando, beijando, abraçando, pedindo pra ela voltar. Minha esposa também ficou gritando, deram calmante. Ela viu a menina morrendo".

Ana Beatriz iria completar dois anos no próximo dia 29. "A gente tava ajeitando o aniversário, fazendo enfeite pra convidar o povo. Mas Deus quis assim", lamenta Maiaro.

"Minha esposa não consegue falar. A gente vai mudar de casa, perto do meu emprego, pra não continuar morando lá. Tudo que tinha pequeno a gente tirava de perto. Até papel, a gente tomava. A mãe dela é muito cuidadosa", .

O corpo foi velado na casa da família, em Itapajé, e enterrado na quinta-feira (15), no distrito de Santa Luzia, em Uruburetama. Uma homenagem foi organizada pelos amigos do pai da menina durante um jogo de futebol pela final do campeonato do distrito, no fim de semana. "Recebemos muito apoio", diz o pai.
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Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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