Obra levará água do volume morto do Pacajus para abastecer Fortaleza

Se não houver recarga, o Pacajus poderá fornecer água por mais seis meses. Açude não era mais usado porque nível baixou demais.


O nível atual do açude é de 10,45%, com 24,2 bilhões de litros. A vazão utilizada é de 1,5 mil litros por segundo, o que permite o uso do reservatório pelos próximos seis meses caso não haja recarga, explica Francisco Teixeira, secretário estadual dos Recursos Hídricos. Desde ontem, a água do Pacajus se soma à vazão de 6,5 mil litros por segundo vinda do Castanhão. Assim, são 8 mil litros por segundo chegando ao sistema Pacoti-Riachão-Gavião, que abastece a Região Metropolitana.

A estimativa de seis meses leva em conta o volume atual. Porém, mesmo em tempo de seca, o reservatório costuma ter recarga, ressalta João Lúcio Farias, presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). O reservatório está em região que costuma receber mais chuvas, perto do Litoral e do Maciço de Baturité. “O sistema permite que a gente aproveite toda a água. É uma reserva estratégica e que poderia se perder pela evaporação”.


Fortaleza

A ação não estava dentro do Plano de Segurança Hídrica do Governo, mas ajuda a economizar a água transferida dos açudes Orós e Castanhão. Dentro do plano, foi inaugurado esta semana sistema de captação do Gavião e, em novembro, a adutora para usar a barragem do Maranguapinho. Abrangendo outras regiões, as ações incluíram mais de 300 quilômetros de adutoras, cerca de 2 mil poços perfurados e diminuição do uso da água pela agricultura.

O sistema

São quatro bombastrês fixas e uma de reserva, para levar a água do Pacajus até o Eixão das Águas. O eixão interliga o açude Castanhão, no Médio Jaguaribe, ao sistema Pacoti-Riachão-Gavião, na bacia Metropolitana. Segue ainda para o Porto do Pecém.
 

As bombas do Canal Ererê, que ligava antes o Pacajus ao Eixão das Águas, operavam com 6,7 mil litros por segundo. Com baixa do volume do açude, estão inativas desde julho.
 

A intervenção no açude Gavião custou R$ 2,3 milhões com recursos do Governo do Estado. Bombas, tubulações e painéis de comando foram reaproveitados da Cogerh. Sem essas alternativas, a estimativa é que a obra custasse entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões.
Fonte: JORNAL O POVO ONLINE
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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