Caixa prevê corte de dez mil funcionários e economia de R$ 1,5 bilhão com plano de demissão voluntária

O banco deve pagar 10 salários extras e bancar o plano de saúde, por um tempo que ainda não está definido, para incentivar a adesão

A Caixa Econômica Federal vai colocar em prática um plano de demissão voluntária (PDV) e tem a expectativa de reduzir o total de empregados em até 10%, o que significa 10 mil funcionários. A previsão da Caixa é de economizar até R$ 1,5 bilhão por ano, a partir de 2018. No ano passado o Banco do Brasil passou por uma restruturação e fechou 402 agências, 12 na Bahia. 9,4 mil funcionários do BB aderiram ao plano de aposentadoria e a estimativa é de que esse ano a redução com despesas de pessoal seja de R$ 2,3 bilhões. 


Os detalhes do plano da Caixa estão sendo negociados entre o banco e a União, sua controladora. A Caixa deve pagar 10 salários extras e bancar o plano de saúde, por um tempo que ainda não está definido, para incentivar a adesão. O plano de demissão vai ser oferecido para todos os funcionários e, neste período, os que tiverem condições de se aposentar terão o plano de saúde pelo resto da vida.


No ano passado, a Caixa reduziu o número de funcionários de 100,3 mil para 97 mil. No entanto, no acumulado de janeiro a dezembro o gasto com pessoal registrou crescimento de 9,2%, passando de R$ 14,3 bilhões em 2015 para R$ 15,6 bilhões. A maior parte da conta se deu pelo aumento no salário dos funcionários, definido em convenção coletiva. 

Para o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, o principal desafio do banco em 2017 será melhorar a eficiência, reduzir gastos e despesas e aumentar as receitas. Nos últimos anos, a Caixa conseguiu aumentar a sua participação no mercado, já que era usada pelo governo PT como locomotiva para impulsionar a atividade econômica, mas a expansão do crédito aumentou também o nível de calotes. 

A Caixa monitora ainda o desempenho de 100 agências deficitárias. Desde 2010 foram abertas 1.329 agências, mas o banco avalia que com a mudança de hábito dos clientes, que optam cada vez mais pelos serviços pelo computador e smartphone, toda essa estrutura não se faz mais necessária. Porém, um empecilho para o fechamento das agências é o fato das unidades serem usadas para o pagamento de benefícios sociais, como o Bolsa Família. 
Fonte: Correios 24 Horas
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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