Dois políticos cearenses estão na lista da delação premiada de executivos da Odebrecht. O delator Cláudio Melo Filho citou: Eunicio Oliveira e Paulo Lustosa

Segundo o delator Eunício OLiveira recebeu aproximadamente R$ 2,1 milhões e Paulo Lustosa recebeu R$ 200 mil

O delator Cláudio Melo Filho, disse que o senador Eunício Oliveira do (PMDB) do Ceará, com o codinome na delação (Índio) recebeu R$ 2,1 milhões 
POR QUE APARECE NA DELAÇÃO
Cláudio Melo diz que durante a tramitação da MP 613/13, ao pedir a ajuda de Jucá, a Odebrecht recebeu pedido de auxílio do senador, que informou que o dinheiro seria distribuído a Renan e a Eunício. Dos R$ 7 milhões destinados pela empresa no caso, Eunício recebeu aproximadamente R$ 2,1 milhões, diz o delator. Durante a tramitação, Eunício dificultou a votação e apresentou emendas prejudiciais à Odebrecht para 'pleitear vantagens', de acordo com ele. E-mails internos da empresa tratam do assunto, dizendo que Eunício fez isso para ganhar 'o de sempre.'
O QUE DISSE
Disse que 'todos os recursos arrecadados em suas campanhas foram recebidos de acordo com a lei e aprovados pela Justiça Eleitoral'. Ele ainda disse que 'nunca autorizou ninguém a negociar recursos em seu nome em troca de favorecimento a qualquer empresa'.

Outro politico cearense citado pelo delator Cláudio Melo Filho é o ex-deputado federal Paulo Henrique Lustosa, o codinome na delação (Educador)
segundo o delator, Paulo Lustosa recebeu R$ 200 mil

POR QUE APARECE NA DELAÇÃO
'Paulo Henrique Lustosa não se elegeu ao cargo de deputado federal ao qual concorreu no pleito de 2010, mas ficou como suplente. Continuei sem ter contato com Paulo Henrique, pois o mesmo se mudou para o seu Estado natal, Ceará, tendo sido secretário de alguma pasta local. O mesmo procedimento ocorreu no ano de 2014, quando seu pai me procurou e nós fizemos contribuição na forma descrita no anexo n. 4.20.' Sobre doações em 2014, diz que 'esses pagamentos, seguindo a linha do que era realizado nas demais campanhas eleitoral, tinham como premissa a expectativa de que o candidato, caso fosse vencedor das eleições, se dedicaria aos pleitos de interesse da empresa', afirma Cláudio Melo.
O QUE DISSE
Negou recebimento via caixa 2 e disse que todas as doações para suas campanhas foram legais.

VEJA ABAIXO A LISTA DOS POLÍTICOS CITADOS NOS DEPOIMENTOS DE DELAÇÃO PREMIADA DE EXECUTIVOS DA ODEBRECHT.
Até o momento, sabe-se apenas o conteúdo da delação de Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empresa

Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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