MP denuncia grupo que fraudava Enem e vestibulares

Sete pessoas foram denunciadas e podem responder por associação criminosa


O Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) denunciou, nesta quinta-feira (26), na Justiça Federal, um grupo acusado de fraudar edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além de provas de outros de vestibulares realizados no estado.

Foram denunciados: Gerônimo Manoel do Nascimento Neto, Oswaldo Bezerra Cascudo Filho, Erivaldo Rumão da Luz, Valquíria Souza Gomes, José Honorato Leite, Suzana Bernardo de Oliveira e Heloyse Nascimento Lima. Eles são suspeitos de integrarem o esquema irregular.

A denúncia pede condenação dos sete por associação criminosa.
Segundo o órgão, o esquema visava a aprovação de candidatos principalmente em cursos de medicina em instituições públicas e privadas de ensino superior.
De acordo com a denúncia, professores de um cursinho pré-vestibular, com sede em Campina Grande (PB), atuavam como “pilotos”, pessoas com alto grau de conhecimento que faziam as provas e passavam os gabaritos para os candidatos.

As fraudes ocorriam em quatro municípios do Sul do Ceará: Juazeiro do Norte, Barbalha, Porteiras e Brejo Santo.

Para ter sucesso, alguns candidatos se inscreviam como sabatistas, religiosos que suspendem as atividades laborais até o pôr do sol. Eles entravam nos locais de prova no mesmo horário dos demais, mas só iniciavam a prova à noite. Nesse período, os “pilotos” respondiam o teste e passavam o gabarito por mensagens de celular para os que ainda não haviam começado o exame.

O Ministério Público lista, ainda, outras estratégias, como a inscrição de estudantes indevidamente como deficientes visuais, para receberem prova ampliada e terem uma hora a mais para responder e, também, como oriundos de escola pública, para ter acesso às vagas pelo sistema de cotas.

Sete pessoas foram denunciadas à Justiça por associação criminosa. Destas, duas são proprietárias do cursinho. O Ministério Público também pede que as aprovações dos denunciados nos vestibulares sejam anuladas e que eles sejam desligados dos cursos nos quais ingressaram por meio das fraudes.
Fonte: Agência Brasil
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.