Para Dilma Rousseff, Michel Temer é um "fantoche"

 Em entrevista à Calle2, Dilma diz que eleições indiretas seriam ‘aprofundamento do golpe'


Em entrevista à revista digital Calle2, Dilma Rousseff afirmou que o atual presidente do país, Michel Temer, é um "fantoche" nas mãos dos verdadeiros responsáveis pelo processo de impeachment que a afastou do cargo no ano passado. Segundo ela, uma possível cassação da chapa eleita em 2014 por parte do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) teria pressupostos políticos. "Achar que é o Temer nessa jogada é uma versão pueril do que está acontecendo. Quem é que está nesse golpe? As lideranças do PSDB com um acordo com uma parte do PMDB, com a mídia oligopolista e com segmentos empresariais. É esse pessoal. O Temer é uma fachada", disse.

A ex-presidente também afirmou que não bastará apenas uma eleição presidencial para conter a crise política que o Brasil vive desde o final de 2015. Na visão dela, além do pleito para escolher um novo chefe do Executivo, o país precisa de uma constituinte específica que decida por fazer também uma reforma política. "É possível que apenas uma eleição presidencial leve a uma modificação dessa conjuntura? Não. Uma eleição presidencial é extremamente oportuna para propiciar isso. É uma condição necessária, mas não suficiente. O que são as condições suficientes? Que a gente discuta reforma política, que a gente coloque na pauta se vamos ter uma constituinte ou não, se é possível transformar o país e aprofundar a democracia no Brasil", avaliou.

Entre diversas outras avaliações, Dilma ainda disse acreditar que os Estados Unidos ainda interferem nos governos latino-americanos, que o Mercosul corre o risco de acabar devido à crise entre os países-membros e que não pensa em abandonar a política, apesar de não querer mais disputar nenhum cargo ao Executivo.
Fonte: Cnews
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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