Governo começará discussão sobre reforma fiscal, diz Padilha

Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, maior carga tributária atualmente está no consumo. Se taxação for aliviada, será necessário pensar em 'movimento na direção' de compensar a arrecadação, citando que imposto sobre renda e ganho de capital é menor. Ele também afirmou que Planalto quer reformas da Previdência e trabalhista aprovadas no Congresso até o dia 30 de junho.

Michel Temer participa de evento no Rio Grande do Sul com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha
Crédito: Beto Barata/Presidência da República

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o Planalto vai começar a discutir neste primeiro semestre de 2017 uma reforma fiscal. Em entrevista exclusiva ao Jornal da CBN, ele disse que 'o brasileiro paga muito imposto no consumo e pouco na renda e nos ganhos de capital. Temos que fazer algum movimento nessa direção.'

Ele destacou que a Previdência já é deficitária com o modelo atual, com um rombo de R$ 227 bilhões em 2016, e que se não for reformada, 'até 2025 todo o Orçamento será consumido pela Previdência, folha de pagamento, saúde e educação. E mais nada, nem programa sociais.' Na possibilidade de um alívio tributário sobre o consumo, Padilha afirmou que 'terá que ser compensado com outras fontes. Não podemos perder receita.'

Segundo ele, o governo federal espera que as reformas da Previdência e trabalhista sejam aprovadas pelo Congresso até o dia 30 de junho. Ele destacou as vitórias do Planalto nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado e se disse otimista, já que Temer tem um apoio no Congresso que 'Vargas não teve, Lula não teve e Fernando Henrique não teve.'

Eliseu Padilha negou ainda que o status de ministro para Moreira Franco não foi motivado por uma tentativa de protegê-lo da Operação Lava-jato, já que foi citado em operações, dando foro privilegiado.
Fonte: CBN
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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