Governo de São Paulo se mostra contra a ida de Marcola para presídio federal.

A reportagem da CBN teve acesso a documentos sigilosos do processo que mostram que a Secretaria de Administração Penitenciária reconhece que o traficante é o principal chefe da facção, mas não vê a necessidade de transferi-lo. Para promotores, a permanência de Marcola representa risco à população do estado.
Por Guilherme Balza

É a segunda vez que a Justiça rejeita a transferência de Marcola a uma prisão da União. A primeira aconteceu no dia 10 de fevereiro. A Promotoria de Execuções Criminais da Capital, favorável à transferência de Marcola, recorreu da decisão e fez um pedido de liminar para que a questão seja tratada com urgência. 
Para os promotores, a permanência de Marcola representa risco à população porque aqui em São Paulo ele continua a exercer o comando da facção. Nesta quinta-feira, o desembargador Márcio Bartoli, da 1ª Câmara de Direito Criminal, rejeitou o pedido de liminar.
A reportagem da CBN teve acesso a autos do processo que estão sob segredo de Justiça. Os documentos mostram que a gestão do governador Geraldo Alckmin, por meio da Secretaria de Administração Penitenciária, é contrária à transferência de Marcola a uma prisão federal, apesar de reconhecer que ele é o principal chefe da facção.
Em ofício encaminhado à Justiça, o secretário da Administração Penitenciária, Lourival Gomes, escreve que as provas evidenciam que Marcola seria o presidente de um conselho dentro da facção e que não restam dúvidas de que ele é o chefe do grupo criminoso.
Apesar disso, o secretário conclui que não há necessidade de transferi-lo a uma prisão federal e que basta colocá-lo sob o Regime Disciplinar Diferenciado, o RDD, o mais rígido do sistema prisional paulista.Marcola já ficou seis vezes no RDD, mas, segundo as investigações, continuou a comandar a facção.
Fonte: cbn.globoradio.globo.com
Rogilson Brandão

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