Sindicatos se mobilizam contra Reforma da Previdência em todo o Ceará

Diversos sindicatos, entidades, associações e movimentos sociais cearenses se mobilizam contra as mudanças do Governo Federal à Previdência Social. O grupo, é integrado por sindicatos de servidores e professores, liderados pela Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), que realizarão manifestações em todo o estado nesta quarta-feira (15), Dia Nacional de Paralisção.

A principal atividade acontece em Fortaleza, a partir das 8h, com concentração na Praça da Bandeira, em frente a Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC). Destaque ainda para os atos regionais de Iguatu e do Crato, que receberão representantes de municípios vizinhos.

As atividades rejeitam a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 287), apresentada pelo presidente Michel Temer, que altera regras referentes aos benefícios da Previdência e da Assistência Social. Na ótica das organizações sindicais, as mudanças irão prejudicar o trabalhador brasileiro, ao estabelecer a idade mínima para aposentadoria em 65 anos, para homens e mulheres, prejudicando especialmente as mulheres e categorias como professores e trabalhadores rurais.

A PEC também fixa o período mínimo de 25 anos de contribuição e modifica a forma de cálculo de todas as aposentadorias, promovendo uma real redução dos valores a serem pagos. Para ter direito à aposentadoria integral, qualquer pessoa teria que contribuir durante 49 anos.

“Para o povo trabalhador, o aumento no tempo de contribuição será desastroso. As mulheres serão ainda mais prejudicadas. Ao igualar a idade de homens e mulheres para obter o benefício, o governo brasileiro ignora as condições reais que diferenciam os sexos na sociedade contemporânea e a que a expectativa de vida em 57% dos municípios do país não chega aos 65 anos”, avalia Enedina Soares, presidente da Fetamce.

A dirigente considera que as novas regras previdenciárias obrigarão grande parte dos brasileiros a buscar alternativas na iniciativa privada, reforçando a ideia de um Estado Mínimo e privilegiando o poder do capital. "Muitos morrerão sem se aposentar. É um crime de lesa-pátria", finaliza.
Fonte: http://cearanews7.com
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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