8,85% das crianças são vítimas de exploração do trabalho no Ceará.

Terça – feira dia 13.06.2017
Estima-se que nove a cada 100 crianças e adolescentes no Ceará sejam vítimas de exploração do trabalho infantil. Os dados são de pesquisa realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-CE) apresentada, na tarde de ontem, em sessão solene na Assembleia Legislativa em virtude do Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. O levantamento foi realizado em 47 municípios do Estado e foram ouvidos mais de 129 mil estudantes em 764 escolas da rede pública. A pesquisa aponta o perfil dos que trabalham, por faixa etária e atividade.
“A pesquisa revelou um índice de trabalho infantil de quase 9%, dado compatível com as estatísticas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para os municípios. O objetivo principal desse diagnóstico é perceber como está a situação de trabalho de crianças e adolescente no Ceará”, disse o procurador do trabalho Antônio de Oliveira Lima.
As investigações foram realizadas com estudantes do ensino fundamental e revelaram que as atividades mais praticadas por crianças e adolescentes são trabalhos na agricultura e atividades domésticas, divididas entre a função doméstica e a de babá. As outras atividades citadas pelos entrevistados foram relativas ao comércio e cuidados com animais — principalmente em áreas rurais. De acordo com o procurador, na Região Metropolitana de Fortaleza, a maioria das violações de direitos se dá em funções comerciais e de trabalho doméstico.
Outra evidência apontada pela pesquisa é que a incidência de exploração do trabalho infantil aumenta conforme a idade avança. A maioria dos adolescentes que afirma realizar algum tipo de trabalho tem aproximadamente 14 anos.

Ações de Combate
Para o deputado Renato Roseno (PSol), membro da Comissão de Infância e Adolescência da AL, o principal desafio é a informação e a desnaturalização desse tipo de violação de direito. “É importante combatermos a cultura que legitima o trabalho infantil. Outro desafio é garantir proteção social junto com fiscalização”, comentou.

De acordo com o procurador Antônio Lima, as estratégias de prevenção, a partir do diagnóstico, se darão nas escolas e na comunidade. “As ações são de busca ativa. A ideia é que, com base nesse diagnóstico, seja construída uma estratégia de identificação dessas crianças e inclusão delas nos programas sociais a partir de uma abordagem social, com visita às familias”, disse.

Fonte: O POVO Online

Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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