MPF pede inquérito sobre suposto esquema de corrupção em adutora.

Quarta - feira dia 14.06.2017
O Ministério Público Federal do Ceará (MPF) pediu à Justiça Federal a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF), baseado em delação de ex-executivos da Odebrecht, para investigar um suposto esquema de corrupção relacionado à construção da Adutora Castanhão, sistema de transposição de água para Fortaleza. As denúncias colhidas na Lava Jato apontam a existência de cartel entre empreiteiras, em 2005, no governo de Lúcio Alcântara, para fraudar a licitação e o contrato da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Ceará (SRH) para as obras, com a realização de pagamento de propina a gestores públicos.
O MPF pede que sejam investigadas as condutas do ex-secretário estadual de Recursos Hídricos, César Pinheiro, e do ex-titular da Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra), o engenheiro Leão Humberto Montezuma Filho - ambos atuaram no governo Cid Gomes, sucessor de Lúcio. O pedido do MPF, que tramita na 32ª Vara da Justiça Federa, é baseado nas delações premiadas dos ex-executivos da Odebrecht Ariel Perante Costa e João Pacífico.
Há indícios, conforme investigação do MPF, de corrupção ativa e passiva, usurpação de função pública, conluio em processo licitatório, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, entre outros crimes. Conforme as denúncias, Montezuma teria recebido R$ 500 mil em propina. As delações citam pagamento de propina pela Odebrecht a agentes públicos como o ex-governador Lúcio Alcântara, o ex-secretário de Recursos Hídricos Edinardo Ximenes Rodrigues, e o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira.
No caso de Lúcio, o MPF pede a extinção da punibilidade, tendo em vista que os supostos crimes já estariam prescritos. Em relação a Ednardo Ximenes, que já faleceu, o MPF também pediu a extinção de punibilidade. A apuração dos crimes que teriam sido praticados por Geddel, enquanto era ministro, devem ser apurados pela Procuradoria da República no DF. O MPF não informou quanto foi movimentado no total.
O outro lado
O POVO entrou em contato com César Pinheiro, que se posicionou por meio de nota. “Quando assumi como secretário de Estado em 2007, o trecho 3 do Eixão das águas estava com sua licitação concluída e sua execução física em torno de 60%. Em nenhum momento fui Secretário na gestão do governador citado pela matéria (Lúcio Alcântara)”, comentou.

Uma secretária de Lúcio informou que o ex-governador passou por cirurgia e, por determinação médica, não poderia falar. O POVO não localizou o ex-superintendente da Sohidra, Leão Montezuma, o ex-ministro Geddel Vieira e o engenheiro Marco Araripe.

Fonte: O POVO Online
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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