Temer e Putin defendem agenda 'anti-Trump'.

Quinta – feira dia 22.06.2017
Os presidentes Michel Temer e Vladimir Putin encontraram-se no Kremlin e assinaram declaração conjunta chamada "Diálogo estratégico", na qual defendem o combate ao aquecimento global como "inadiável" e a solução de dois Estados para o conflito entre Israel e Palestina -para ficar em dois exemplos de antagonismo a Trump.
"O Brasil é um parceiro chave da Rússia", disse Putin, que enfatizou os "aspectos econômicos" da relação entre os países.
"Renovamos a parceria estratégica", disse Temer, que, como seria previsível, não citou suas dificuldades internas em declaração à imprensa.
Ao contrário, exaltou "o compromisso do governo com a agenda de reformas", ignorando a derrota de terça (20) na tramitação da reforma trabalhista. "Tal como Rússia, o Brasil voltou a crescer", disse.
Os dois países tentam deixar recessões. No campo externo, não que sejam posições políticas novas, mas inédito é o contexto político americano e a declaração conjunta em si. O isolacionismo de Trump é atacado de forma indireta, com a exortação do sistema multilateral e das instituições internacionais. A resolução de conflitos por meio de organismos como a ONU é considerada "imperativa" na declaração, em oposição ao unilateralismo bélico de Trump, já demonstrado na Síria e Afeganistão.
Os países também concordaram com o processo de tentativa de solução da guerra civil síria comandado pelo Kremlin, com aval da ONU.
O apoio brasileiro já existia, mas foi formalizado e ocorre numa semana em que a Rússia anunciou a virtual criação de uma zona de exclusão aérea no país árabe, onde atua em favor da ditadura local desde 2015, ameaçando abater aviões americanos. "Defendemos uma segurança igual, e não dividida, para todos", afirmou Putin.

Ironia

Os russos novamente manifestaram apoio à entrada do Brasil num Conselho de Segurança reformado, o que até aqui não significou políticas objetivas.
Não deixou de ser irônico o pedido de esforço mútuo no combate à corrupção, dada a avalanche de denúncias contra Temer e seu governo e os recentes protestos em massa contra Putin na Rússia, por esse exato motivo.
No campo econômico, foram assinados atos concretos que visam melhorar o fluxo comercial entre os países, que está em irrisórios US$ 4,3 bilhões anuais.
Fonte: g1.com/mundo


Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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