Torcida tricolor lota Pici em treino aberto às vésperas de decisão


Com camisa do clube e radinho na mão, Luiz Venâncio, 52 anos, era um dos 2.000 torcedores apaixonados — estimativa da diretoria — que compareceram ao estádio Alcides Santos para acompanhar o treino aberto do Fortaleza, ontem à tarde, na véspera do início da decisão contra o Tupi-MG, que vale o acesso para a Série B do Brasileiro.

Torcedor do Tricolor do Pici desde os 8 anos de idade, o supervisor de segurança diz não medir esforços para ver de perto o time de coração, até mesmo se isto lhe custar o emprego. “Eu trabalhava em uma empresa, era porteiro. Fortaleza ia jogar em Manaus. Meu chefe disse que não dava para me liberar, mas eu fui. Quando voltei na segunda-feira, ele me demitiu. Mas Deus me abençoou e me deu um emprego melhor do que eu já tinha”, conta Luiz.

Fanático pelo clube, não conteve as lágrimas ao falar sobre o amor pelo Leão e projetou que neste ano o acesso virá: “Falar do Fortaleza é emoção para mim. É um sofrimento de oito anos (na Série C), mas deste ano não passa. Será a maior festa em termos de carreata que a Cidade já viu”.

AMOR INTENSO

Relação intensa também vive a cozinheira Jaqueline Rocha, 52. Ela não perde uma partida do Leão. De passagem comprada para Juiz de Fora-MG para o jogo de volta — marcado para o dia 23 —, conta que vai buscar o acesso junto com o time.

Na vida de Jaqueline, o Tricolor é prioridade. “É uma paixão muito grande, não tem como explicar. Já perdi muitas coisas por causa do Fortaleza, perdi o marido. Ele me mandou escolher entre ele ou o Fortaleza”, narra aos risos.

A dupla de irmãos Tiago, 17, e Valderlânia Silva, 29, compartilha a paixão pelo time. Não há barreiras para acompanhar o clube de coração. Moradores do bairro Presidente Vargas, pegaram dois ônibus para chegar ao Pici, num trajeto de uma hora, para apoiar os jogadores no treino aberto.

“Não falto a nenhum jogo. Coleciono tudo do Fortaleza em casa: camisa, urso, leão, copo, cofre, chaveiro e travesseiro. Sempre estou torcendo”, afirmou Valderlânia. “Tem que ser apaixonado para acompanhar. Faço tudo para o ver o time”, completou Tiago diante do ato de apoio ao Tricolor.
Fonte: O Povo
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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