Em ofensiva pela Previdência, Temer libera R$ 500 mi a centrais sindicais

Planalto tenta agradar os grupos que se opõem à reforma, informa a coluna Painel.

Mel na sua boca: Em meio às negociações para a aprovação da reforma da Previdência, o Planalto fez um aceno às centrais sindicais que se opõem às mudanças. Michel Temer garantiu, na terça (5), que baixará portaria semana que vem para liberar o pagamento de cerca de R$ 500 milhões em verbas do imposto sindical que estavam retidas na União. O dinheiro é fruto de um acordo entre as entidades, o MP, a Caixa e o governo. O ministro Ronaldo Nogueira (Trabalho) vai assinar o texto.

Erro: Os R$ 500 milhões foram bloqueados por falhas no preenchimento de dados obrigatórios para o pagamento.
Empacou: A baixa adesão do PSD à reforma da Previdência fez do ministro Gilberto Kassab (Comunicações) alvo de forte pressão. Os entusiastas do texto dizem que se ele não fechar questão “para valer”, ameaçando cortar verbas de quem não apoiar o governo, só entregará 15 votos.
Me esquece: PMDB e PP são os partidos com maior adesão ao texto. O PSDB, em vez de avançar na discussão, refluiu. A maioria da bancada de deputados boicotou reunião que discutiu a reforma e mandou avisar que nem sequer quer declarar voto no plenário. A disposição é a de não dar quorum.
Malas prontas: Em reunião com associações que são contra a nova Previdência, na terça (5), o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse que não se comprometeu a levar a proposta à frente ainda este ano. “Quero dar o recesso dia 14. Como aprovar?”, indagou.
Direitos iguais: O ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) fez graça da polêmica por não ter aplaudido de pé o juiz Sergio Moro em evento na terça (5), em SP. “Como, se não levantei para aplaudir Juliana Paes e Isis Valverde?”
Fonte: painel.blogfolha.uol.com.br
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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