ONU alerta que 5 bilhões de pessoas viverão em áreas com baixo acesso à água até 2050

Crianças bebem água em uma torneira durante o recesso em uma escola primária apoiada pelo Unicef dentro do campo para pessoas deslocadas internamente de Bukasi, em Maiduguri, estado de Borno, Nigéria. (Foto: Unicef/ Gilbertson)

Cerca de 5 bilhões de pessoas viverão em áreas com baixo acesso à água até 2050, se nada for feito pelos países para controlar o recurso.

As declarações são da diretora da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Audrey Azoulay, em nota lançada antes do início da 8ª. edição do Fórum Mundial da Água, este domingo, em Brasília.
Recursos
A representante apresenta oficialmente o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos no evento. Este ano, a publicação se intitula “Soluções baseadas na natureza para a gestão da água”.

O informe é coordenado pelo Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos da Unesco, com a colaboração das 31 entidades das Nações Unidas e 39 parceiros internacionais que compõem a ONU-Água.

Audrey Azoulay disse que o novo documento propõe soluções baseadas na natureza para o desenvolvimento dos recursos hídricos. Ela destacou que esse é “um desafio importante” a enfrentar em conjunto "com uma abordagem virtuosa para prevenir conflitos relacionados à água".
Soluções
A representante sublinhou que "é preciso novas soluções para a gestão dos recursos hídricos, para lidar com desafios emergentes relativos à segurança hídrica originados pelo crescimento demográfico e pela mudança climática."

O relatório defende ainda soluções baseadas na natureza para melhorar o fornecimento e a qualidade da água e reduzir o impacto dos desastres naturais.
As Nações Unidas também estão representadas no evento pelo presidente da Assembleia Geral, Miroslav Lajcák. A abertura do Fórum será marcada pela presença do presidente do Brasil, Michel Temer, de 14 chefes de Estado e do príncipe herdeiro do Japão.
Apresentação: Eleutério Guevane.
Fonte: news.un.org/pt/story/2018/03/1614892
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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