E a Sul-Americana?

Em um jogo fraco com Vasco, no Castelão, Ceará empata em 0 a 0 e perde a vaga para a Copa Sul-Americana. Time carioca escapa do rebaixamento

O domingo prometia ser de festa para o torcedor do Ceará. Afinal, nem o mais otimista deles imaginaria que o Alvinegro já teria garantido a permanência na Série A do Brasileiro com uma rodada de antecedência. O jogo contra o Vasco era, então, visto por muitos como uma partida festiva. Mas valia a "cereja do bolo", que não veio. Com o empate em 0 a 0, o Vovô desperdiçou a vaga para a Copa Sul-Americana do ano que vem e viu o time carioca colocar "água no chopp" da comemoração pela permanência na Primeira Divisão.

Mesmo assim, ao apito final, torcedores celebraram, cientes que o clube obteve o seu principal objetivo no Brasileirão. Por toda a campanha do Ceará no certame, os alvinegros não teriam como ficar insatisfeitos pela manutenção na elite do futebol brasileiro.

Por isso, a festa era grande antes mesmo da bola rolar. Os torcedores que lotaram a Arena Castelão fizeram uma bonita festa, com direito a bandeirões, confeites e papel picado. O calor das arquibancadas prometia uma partida com grandes chances, mas não foi isso que se viu em campo.

Os dez primeiros minutos deram a impressão que seria um jogo quente, como era de se esperar, com muita movimentação e intensidade dos dois lados. Mas salvo um gol bem anulado de Maxi López ainda no primeiro terço, a etapa inicial foi marcada por muitas faltas, pouca inspiração e nenhum lance de  maior perigo.

O segundo tempo teve um panorama parecido, em que os goleiros brilharam quando foram exigidos. Na melhor chance do jogo, aos 24 minutos, Marrony invadiu a área cara a cara com Everson e finalizou para grande defesa do camisa 1 do Vovô, coroando o espetacular campeonato do arqueiro alvinegro, importante e decisivo da primeira à última rodada.

Dez minutos depois, o Ceará deu a resposta. Juninho arriscou chute forte e com efeito de fora da área, que Fernando Miguel se esticou todo e fez grande defesa, naquele que foi o melhor momento do Vovô no segundo tempo.

Os minutos finais reservaram ainda um drama aos vascaínos. Como o Sport venceu o Santos por 2 a 1, um gol do Ceará rebaixaria o time carioca para a Série B. Tanto que, ao apito final, os cerca de mil torcedores cruzmaltinos que estavam no Castelão celebraram bastante, mas com protestos à diretoria.

A partida refletiu o que foram Ceará e Vasco no campeonato. Dois times pouco  inspirados ofensivamente, que tiveram na organização defensiva sua principal virtude, alinhando isso a muita transpiração para garantir a permanência na Série A com certo sofrimento.

Apesar de terem escapado, os dois alvinegros devem tirar lições valiosas para o ano que vem. O planejamento não pode ocorrer com tantos erros para que o desfecho seja mais vitorioso ou ao menos mais tranquilo.

SÉRIE A
Ceará 0
4-2-3-1
Everson; Samuel Xavier, Valdo, Luiz Otávio e Felipe Jonatan; Richardson e Juninho; Ricardinho (Wescley), Felipe Azevedo (Cardona) e Calyson (Éder Luís); Arthur. Técnico: Lisca

Vasco 0
4-5-1
Fernando Miguel; Luiz Gustavo, Werley, Leandro Castan e Willian Maranhão (Ricardo); Andrey, Raul (Desábato), Galhardo, Caio Monteiro (Marrony) e Kelvin; Maxi López. Técnico: Alberto Valentim

Local: Arena Castelão, em Fortaleza-CE
Data: 2/12/2018
Árbitro: Raphael Claus (SP)

Assistentes:
Cartões Amarelos: Richardson (CEA), Samuel Xavier (CEA), Ricardinho (CEA), Willian Maranhão (VAS), Raul (VAS)
Cartão Vermelho: Samuel Xavier (CEA)

Público pagante: 57.223
Renda: R$ 1.128.494,00

Fonte: www.opovo.com.br
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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