Mulheres ganham espaço no esporte e viram exemplos de superação

Atletas de alto nível e que chegaram às suas respectivas seleções brasileiras mostram que talento, dedicação e respeito superam todo tipo de obstáculo na vida e nas respectivas modalidades, mesmo com os desafios diários da profissão
Chegar ao nível máximo na carreira ou conseguir uma estabilidade financeira é sempre um grande desafio para qualquer atleta, independentemente da sua modalidade no esporte brasileiro. Isso é ainda mais evidente e desafiador ao se tratar do universo feminino, em que vários obstáculos precisam ser superados. A reportagem conversou com três mulheres que chegaram a esse nível, seguem lutando e carregam consigo o nome do Ceará. Amanda Lyssa de Oliveira, a "Amandinha", eleita cinco vezes a melhor atleta de futsal do mundo; Elaine Gomes, do handebol; e Andreia Farias, do basquete de cadeiras de rodas, precisaram de algo mais, além do amor pelo esporte, para obterem êxito em suas carreiras.

O preconceito, por exemplo, foi um dos adversários que Amandinha precisou driblar para atuar em alto nível e brilhar nas quadras. "O mais importante na minha trajetória é a minha perseverança. Tudo aquilo que eu ultrapassei para estar onde eu estou hoje. Passei por cima de preconceitos, da distância da família, da falta de visibilidade e apoio, mas graças a Deus sempre fui muito aguerrida, forte, com muita vontade de vencer", diz.

Elaine Gomes chegou à seleção brasileira de handebol, onde foi campeão mundial - Foto Alex Costa
Assim como Amandinha, a cearense Elaine Gomes vê o desempenho das mulheres no esporte brasileiro colocado em um nível bem melhor que tempos atrás. A pivô da seleção brasileira de handebol reconhece que as atletas vêm demonstrando qualidade e personalidade. "Vejo que a cada dia que passa estamos mostrando que somos grandes e incríveis, assim como os homens. Fazemos os mesmos dribles e jogadas, gols bonitos, e tentamos nos superar a cada dia. Temos o mesmo nível de habilidade dos homens. Estamos a cada dia com menos medo de errar e mais gana de acertar", frisou a atleta.

Andreia Farias se destaca no basquete em cadeira de rodas - Foto: Francisco Medeiros/ME
E o que dizer de Andreia Farias, que mesmo depois de tudo que sofreu quando era adolescente, conseguiu dar a volta por cima através do esporte. Natural de Belém do Pará, ela mora no Ceará há cinco anos e encontrou no esporte um novo incentivo para dar continuidade à vida. "É importante seguir a vida. Ou você escolhe a depressão ou as coisas boas. E eu optei pelas coisas boas". Aos 14 anos, Andreia foi vítima de espancamento e ficou tetraplégica, mas conseguiu recuperar os movimentos dos braços e, assim, se dedicou ao esporte, quando trocou as lágrimas pelo sorriso.

Fonte: diariodonordeste.verdesmares.com.br
Rogilson Brandão

Rogilson Brandão

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